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Jun
2016

Jubileu dos Sacerdotes

01 Junho 2016 - 03 Junho 2016 (Termin in Kalender eintragen)

Praça de São Pedro

 

À imagem do Bom Pastor, o padre é homem de misericórdia e compaixão,

próximo à sua gente e servo de todos

(Papa Francisco)

 

PROGRAMMA

 

Mercoledì 1 Giugno 2016

Das 9:00h ás 16:00h

Nas igrejas jubilares (San Salvatore in Lauro, Santa Maria in Vallicella, San Giovanni dei Fiorentini):

Adoração Eucarística

Sacramento da Reconciliação

Peregrinação até à Porta Santa

 

17:30hCatequese e Santa Missa por grupos linguísticos (Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Polaco, Português)

           

Quinta-feira 2 Junho

Retiro Pregado pelo Santo Padre

10:00h Primeira meditação

12:00h – Segunda meditação

16:00h – Terceira meditação

17:30h  - Concelebração Eucarística

 

Sexta-feira 3 Junho 2016

Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus

9:30h  Santa Missa com o Santo Padre

 

O Santo Padre celebrará em Roma o Jubileu dos Sacerdotes do dia 1 a 3 de Junho. Como sinal de comunhão, cada Igreja particular é convidada a viver este momento jubilar propondo, segundo a própria necessidade, as actividades que terão lugar em Roma. Em particular modo, pede-se de sintonizar-se com as três meditações que serão proferidas pelo Papa Francisco quinta-feira 2 de Junho, como preparação à Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus.

 

Quarta-feira 1 de Junho

Durante a primeira parte da jornada, sacerdotes e seminaristas são convidados a dirigir-se a uma das três igrejas jubilares indicadas pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização para o Ano Santo (San Salvatore in Lauro, Santa Maria in Vallicella, San Giovanni dei Fiorentini), onde terão a possibilidade de celebrar o sacramento da Reconciliação e de dedicar tempo à Adoração eucarística.

Os partecipantes farão também peregrinação até à porta Santa da Basílica de São Pedro, atravessando a entrada especial criada nas imediações do Castel Sant’Angelo e seguindo ao longo da Via della Conciliazione. Aos participantes será indicada uma faixa horária para fazer a peregrinação, acompanhados espiritualmente na própria língua.

O segundo momento da jornada consistirá numa catequese sobre o tema da misericórdia, feita por um Bispo, e seguida da concelebração eucarística. Para este momento, que terá lugar ao fim da tarde, algumas igrejas do centro histórico de Roma serão prontas para acolher os sacerdotes e seminaristas, segundo o grupo linguístico a que pertencem.

As línguas garantidas são: Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Polaco, Português.

Os Bispos catequistas confirmados até ao momento são:

 

Alemão

S.E.R. Mons. Gerog Gänswein

Prefeito da Casa Pontifícia

 

Espanhol

S.E.R. Card. José Luis Lacunza Maestrojuán

Bispo auxiliar de David

 

Francês

S.E.R. Mons. Vincent Dollmann

Bispo auxiliar de Strasbourg

 

Inglês

S.E.R. Mons. Robert Barron

Bispo auxiliar de Los Angeles

 

Italiano

S.E.R. Card. Gianfranco Ravasi

Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura

 

Polaco

S.E.R. Mons. Grzegorz Rys

Bispo auxiliar de Cracovia

 

Português

S.E.R. Mons. Paulo Cezar Costa

Bispo auxiliar do Rio de Janeiro

 

 

Quinta-feira 2 Junho

O secundo dia do Jubileu dos Sacerdotes será dedicado ao retiro espiritual para todos os sacerdotes e seminaristas do mundo, orientado pelo Santo Padre.

Em Roma, os participantes serão reunidos em três basílicas para seguir as meditações. Durante o dia o Papa Francisco partilhará três meditações, uma em cada Basílica. Estas meditações serão transmitidas em directo pelo Centro Televisivo Vaticano e poderão ser seguidas em todo o mundo, através da Internet ou através as estações televisivas que transmitirão o acontecimento. As indicações técnicas para seguir o evento serão oportunamente comunicadas às Dioceses e aos meios de comunicação interessados.

O retiro espiritual será encerrado com a concelebração eucarística para os grupos linguísticos. Aos sacerdotes, com alba e estola branca, e os seminaristas será pedido que se dirijam ao lugar que lhes será indicado para a celebração.

No Centro de Acolhimento aos Peregrinos cada participante e cada grupo receberá as informação relativas à Basílica onde se deve dirigir para viver a jornada de espiritualidade. Por motivos logísticos e de segurança, o PASS que será entregue a cada participante permitirá a entrada unicamente ao lugar nele indicado.

 

Sexta-feira 3 Junho

O Jubileu dos Sacerdotes encerra-se com a solene celebração da Santa Missa da Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus. A Eucaristia, presidida pelo Papa Francisco, poderá ser concelebrada por todos os sacerdotes que, com o especifico bilhete e portando alba e estola branca, se encontrem na hora e lugar que será oportunamente indicado. Os bilhetes para a concelebração e para participar na Santa Missa serão distribuídos no Centro de Acolhimento aos Peregrinos.

 

Perguntas frequentes

Quem pode participar no Jubileu dos sacerdotes?

Todos os Bispos, os Sacerdotes e quantos são em caminho de preparação para a vida sacerdotal nos seminários maiores ou casas de formação, são convidados a participar, em comunhão com o Santo Padre, neste evento jubilar.

 

Como participar no Jubileu dos Sacerdotes em Roma?

Todos os sacerdotes e seminaristas que pretendem participar no evento jubilar em Roma, deverão inscrever-se compilando o módulo de inscrição disponível na página web do Jubileu www.im.va. Para aceder a este módulo é preciso primeiro registar-se no website, depois de que será possível indicar em que evento do Jubileu da Misericórdia deseja participar, no caso específico no “Jubileu dos Sacerdotes”.

Para preparar em modo adequado os lugares de encontro, é muito importante assinalar, na secção “Detalhes do evento”, as actividades nas quais se quer participar (peregrinação à Porta Santa, Catequese, retiro espiritual com o Santo Padre, Santa Missa na solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus). Os grupos de sacerdotes ou de seminaristas devem indicar nos espaços apropriados o número de pessoas que participar em cada momento. Se se trata de um participante individual, basta escrever no espaço “um” (1)

 

Atenção: Quando o módulo for compilado correctamente o sistema comunicará ao participante esta mensagem: “A ficha de inscrição foi guardada correctamente”. Com a recepção da confirmação, o utente pode considerar-se inscrito formalmente no evento. Sucessivamente, próximo ao evento, os inscritos receberão através de e-mail outras informações úteis. O sistema não envia outro tipo de confirmação.

Nota: Os senhores Bispos podem informar, através do correio electrónico (info@im.va) as actividades nas quais querem participar.

 

Que devo fazer depois de me ter inscrito?

Cada sacerdote e seminarista deve organizar a própria viagem e permanência em Roma e custear as despesas. Chegados a Roma, os participantes são convidados a dirigir-se ao Centro de Acolhimento aos Peregrinos, na Via della Conciliazione 7, onde poderão levantar o PASS que permite o acesso aos lugares onde terá lugar o evento.

Recordamos que as medidas de segurança foram intensificadas, pelo qual o PASS é indispensável para tomar lugar em algumas actividades do evento, especialmente aqueles nos quais esteja presente o Santo Padre. Pelo mesmo motivo pede-se que traga consigo o próprio celebret ou, no caso dos seminaristas, o cartão que ateste que faz parte de um seminário ou casa de formação.

O Centro de Acolhimento aos Peregrinos é aberto ao público todos os dias das 7:30h às 18:30h.

 

Até quando posso formalizar a minha inscrição?

Até ao dia 29 de Maio.

 

Devo pagar para participar no evento?

Aos participantes será pedido um contributo de solidariedade de dez euros (10.00€), para contribuir com as custas do evento. O contributo é livre e poderá ser entregue quando se recebe o PASS, no Centro de Acolhimento aos peregrinos.

 

 

Onde terá lugar o evento?

Os lugares serão oportunamente comunicados aos inscritos através e-mail. Convidamos a seguir todas as actualizações de informação neste mesmo website.

 

Em que actividades do evento podem participar os leigos e religiosas?

Todos os fiéis são convidados a participar na Santa Missa com o Santo Padre, sexta-feira 3 de Junho, para agradecer o dom do ministério sacerdotal e rezar pela santificação de todos os sacerdotes. As actividades dos dias 1 e 2 de Junho são reservadas exclusivamente ao Bispos, Sacerdotes e Seminaristas. 

 

 

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Praça São Pedro 
Sexta-feira, 3 de junho de 2016
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

 

Celebrando o Jubileu dos Sacerdotes na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, somos chamados a concentrar-nos no coração, ou seja, na interioridade, nas raízes mais robustas da vida, no núcleo dos afetos, numa palavra, no centro da pessoa. E hoje fixamos o olhar em dois corações: o Coração do Bom Pastor e o nosso coração de pastores.

O Coração do Bom Pastor é, não apenas o Coração que tem misericórdia de nós, mas a própria misericórdia. Nele resplandece o amor do Pai; nele tenho a certeza de ser acolhido e compreendido como sou; nele, com todas as minhas limitações e os meus pecados, saboreio a certeza de ser escolhido e amado. Fixando aquele Coração, renovo o primeiro amor: a memória de quando o Senhor me tocou no mais íntimo e me chamou para O seguir; a alegria de, à sua Palavra, ter lançado as redes da vida (cf. Lc 5, 5).

O Coração do Bom Pastor diz-nos que o seu amor não tem limites, não se cansa nem se arrende jamais. Nele vemos a sua doação incessante, sem limites; nele encontramos a fonte do amor fiel e manso, que deixa livres e torna livres; nele descobrimos sempre de novo que Jesus nos ama «até ao fim» (Jo 13,1) – não se detém antes, ama até ao fim –, sem nunca se impor.

O Coração do Bom Pastor está inclinado para nós, concentrado especialmente sobre quem está mais distante; para aí aponta obstinadamente a agulha da sua bússola, por essa pessoa revela um fraquinho particular de amor, porque deseja alcançar a todos e não perder ninguém.

À vista do Coração de Jesus, surge a questão fundamental da nossa vida sacerdotal: para onde está orientado o meu coração?Uma pergunta que nós, sacerdotes, nos devemos pôr muitas vezes, cada dia, cada semana: para onde está orientado o meu coração? O ministério aparece, com frequência, cheio das mais variadas iniciativas, que o reclamam em tantas frentes: da catequese à liturgia, à caridade, aos compromissos pastorais e mesmo administrativos. No meio de tantas atividades, permanece a questão: onde está fixo o meu coração? (Vem-me à mente aquela oração tão bela da liturgia: «Ubi vera sunt gaudia…»). Para onde aponta o coração? Qual é o tesouro que procura? Porque – diz Jesus – «onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração» (Mt 6, 21). Todos nós temos fraquezas e também pecados. Mas procuremos ir ao fundo, à raiz: Onde está a raiz das nossas fraquezas, dos nossos pecados, ou seja, onde está precisamente aquele «tesouro» que nos afasta do Senhor?

Os tesouros insubstituíveis do Coração de Jesus são dois: o Pai e nós. As suas jornadas transcorriam entre a oração ao Pai e o encontro com as pessoas. Não distanciamento, mas o encontro. Também o coração do pastor de Cristo só conhece duas direções:o Senhor e as pessoas. O coração do sacerdote é um coração trespassado pelo amor do Senhor; por isso já não olha para si mesmo – não deveria olhar para si mesmo –, mas está fixo em Deus e nos irmãos. Já não é «um coração dançarino», que se deixa atrair pela sugestão do momento ou que corre daqui para ali à procura de consensos e pequenas satisfações; ao contrário, é um coração firme no Senhor, conquistado pelo Espírito Santo, aberto e disponível aos irmãos. E nisso têm solução os seus pecados.

Para ajudar o nosso coração a inflamar-se na caridade de Jesus Bom Pastor, podemos treinar-nos a fazer nossas três ações que as Leituras de hoje nos sugerem: procurarincluir e alegrar-se.

Procurar. O profeta Ezequiel lembrou-nos que Deus em pessoa procura as suas ovelhas (34, 11.16). Ele – diz o Evangelho – «vai à procura da que se tinha perdido» (Lc 15, 4), sem se deixar atemorizar pelos riscos; sem hesitação, aventura-se para além dos lugares de pastagem e fora das horas de trabalho. E não exige pagamento das horas extraordinárias. Não adia a busca; não pensa: «hoje já cumpri o meu dever; veremos se me ocupo disso amanhã», mas põe-se imediatamente em campo; o seu coração está inquieto enquanto não encontra aquela única ovelha perdida. Tendo-a encontrado, esquece-se do cansaço e carrega-a aos ombros, cheio de alegria. Umas vezes terá de sair à sua procura, falar-lhe, convencê-la; outras deverá permanecer diante do Sacrário, «lutando» com o Senhor por aquela ovelha.

Tal é o coração que procura: é um coração que não privatiza os tempos e os espaços. Ai dos pastores que privatizam o seu ministério! Não é cioso da sua legítima tranquilidade – disse «legítima»; nem sequer desta –, e nunca pretende que não o perturbem. O pastor segundo o coração de Deus não defende as comodidades próprias, não se preocupa por tutelar o seu bom nome, mas será caluniado, como Jesus. Sem medo das críticas, está disposto a arriscar para imitar o seu Senhor. «Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem…» (Mt 5, 11).

O pastor segundo Jesus tem o coração livre para deixar as suas coisas, não vive fazendo a contabilidade do que tem e das horas de serviço: não é um contabilista do espírito, mas um bom Samaritano à procura dos necessitados. É um pastor, não um inspetor do rebanho; e dedica-se à missão, não a cinquenta ou sessenta por cento, mas com todo o seu ser. Indo à procura encontra, e encontra porque arrisca. Se o pastor não arrisca, não encontra. Não se detém com as deceções nem se arrende às fadigas; na realidade, é obstinado no bem, ungido pela obstinação divina de que ninguém se extravie. Por isso não só mantém as portas abertas, mas sai à procura de quem já não quer entrar pela porta. Como todo o bom cristão, e como exemplo para cada cristão, está sempre em saída de si mesmo. O epicentro do seu coração está fora dele: é um descentrado de si mesmo, porque centrado apenas em Jesus. Não é atraído pelo seu eu, mas pelo Tu de Deus e pelo “nós” dos homens.

Segunda palavra: incluir. Cristo ama e conhece as suas ovelhas, dá a vida por elas e nenhuma Lhe é desconhecida (cf. Jo 10, 11-14). O seu rebanho é a sua família e a sua vida. Não é um líder temido pelas ovelhas, mas o Pastor que caminha com elas e as chama pelo nome (cf. Jo 10, 3-4). E quer reunir as ovelhas que ainda não habitam com Ele (cf. Jo 10, 16).

Assim é também o sacerdote de Cristo: é ungido para o povo, não para escolher os seus próprios projetos, mas para estar perto do povo concreto que Deus, através da Igreja, lhe confiou. Ninguém fica excluído do seu coração, da sua oração e do seu sorriso. Com olhar amoroso e coração de pai acolhe, inclui e, quando tem que corrigir, é sempre para aproximar; não despreza ninguém, estando pronto a sujar as mãos por todos. O Bom Pastor não usa luvas... Ministro da comunhão que celebra e vive, não espera cumprimentos e elogios dos outros, mas é o primeiro a dar uma mão, rejeitando as murmurações, os juízos e os venenos. Com paciência, escuta os problemas e acompanha os passos das pessoas, concedendo o perdão divino com generosa compaixão. Não ralha a quem deixa ou perde a estrada, mas está sempre pronto a reintegrar e a compor as contendas. É um homem que sabeincluir.

Alegrar-se. Deus está «cheio de alegria» (Lc 15, 5): a sua alegria nasce do perdão, da vida que ressurge, do filho que respira novamente o ar de casa. A alegria de Jesus Bom Pastor não é uma alegria por Si, mas uma alegria pelos outros e com os outros, a alegria verdadeira do amor. Esta é também a alegria do sacerdote. É transformado pela misericórdia que dá gratuitamente. Na oração, descobre a consolação de Deus e experimenta que nada é mais forte do que o seu amor. Por isso permanece sereno interiormente, sentindo-se feliz por ser um canal de misericórdia, por aproximar o homem do Coração de Deus. Nele a tristeza não é normal, mas apenas passageira; a dureza é-lhe estranha, porque é pastor segundo o Coração manso de Deus.

Queridos sacerdotes, na Celebração Eucarística, reencontramos todos os dias esta nossa identidade de pastores. De cada vez podemos fazer verdadeiramente nossas as suas palavras: «Este é o meu corpo que será entregue por vós». É o sentido da nossa vida, são as palavras com que, de certa forma, podemos renovar diariamente as promessas da nossa Ordenação. Agradeço-vos pelo vosso «sim», e por tantos «sins» diários, escondidos, que só o Senhor conhece. Agradeço-vos pelo vosso «sim a doar a vida unidos a Jesus: aqui está a fonte pura da nossa alegria.

 

 

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Praça de São Pedro

Praça de São Pedro, Cidade do Vaticano, Cidade do Vaticano